Posso dizer que nunca fui uma pessoa muito ativa, sempre tive muitos sonhos e vontades, uma imensa imaginação por assim dizer. Utopias, planos empresariais de proporções colossais entre muitos outros tipos de planos. Indo desde idéias de embrenhar-me no governo para mudar este país chamado Brasil, dar palestras de desenvolvimento pessoal para milhões de pessoas em todo mundo, até vender açaí na rua ou ser dono de uma cadeia de restaurantes mirabolantes pelo mundo afora. Fato é que sempre ficaram, estes e outros tantos planos incríveis, somente na cabeça, muitos simplesmente indo para o vácuo eterno do esquecimento, outros se alojando em cantos obscuros e inutilizados de minha massa cefálica.
Mas este não é o motivo pelo qual estou escrevendo, e sim pelo fato de que estou conhecendo um novo lado de meu ser, um lado ativo, que toma iniciativa e tem vigor, um lado mais adulto. Me pergunto se este processo de ativação se desencadeou após completar vinte um anos. Digo isso, pois sempre notei em mim uma certa falta de iniciativa chegando a rotulá-la de inúmeras palavras, sendo preguiça a sua principal forma. Mas como todas as palavras nada mais são que rótulos ás coisas que acontecem, nunca realmente conseguirei expressar completamente essa falta de iniciativa, enfim...
A pouco tempo me ocorreu de passar por minha vida uma senhora que me disse que ao completar vinte um anos será o ultimo momento de vida que um garoto pode ter, sendo obrigado instintivamente a transformar-se em homem, obtendo assim um caráter mais assumido e estruturado que sabe o que quer e que se dedica a tal. Até hoje não sei se estas palavras são verdadeiras, mas noto que ultimamente tenho aos poucos me desligado de coisas que me impediam de evoluir e me conectado a meus reais objetivos, lendo, estudando, meditando, etc...
A prova que me levou a cogitar toda esta mudança interna ocorreu por dois motivos. Sendo o primeiro por ter aberto este diário eletrônico, que simplesmente ocorreu de uma conversa e no seguinte momento tomei esta iniciativa que adiava já fazia um bom tempo. A segunda, por mais que estranha foi o fato de segunda-feira, dia nove de maio imaginei em sair sexta a noite com os amigos para ouvir um chorinho em Goiânia como de costume, mas dessa vez levarmos umas cervejas decentes para bebermos e vendermos, talvez até ganhando um lucro. Terça-feira decidi que faríamos isso e liguei para avisá-los que prosseguiríamos com a idéia e pedi-lhes para procurarem distribuidoras de bebidas para comprarmos a nossa cerveja mais barata. Quarta não deu em nada. Quinta feira eu ligo e vejo os preços das bebidas.
Sexta-feira, dia treze eu chego e tudo parece dar errado, um dos amigos desapareceu, não tínhamos transportes para carregar tudo, estávamos com medo de não vendermos tudo e sairmos em prejuízo entre outras coisas. No entanto me mantinha convicto que faríamos isso de qualquer maneira. Sem ao menos pestanejar compramos as cervejas no super mercado mesmo, o gelo no posto de gasolina e fomos ao chorinho. Chegamos e não havia ninguém, meia dúzia de gatos pingados. Voltamos a ficar com medo. No entanto decidimos não esquentar, afinal, cerveja tem seis meses de validade. Começamos a beber e quando vimos veio um ou outro comprar uma cerveja e começamos a ficar todos contentes, estávamos finalmente vendendo, mais e mais gente foi vindo, a princípio comprando a cerveja mais barata, antártica, que nos deixou com um pouco de medo por não termos muitas latas dela, mas depois parecia que todos queriam as outras cervejas melhores, stella e heineken. Começamos a vender e a continuar a beber, acabou tudo como maconha em show de reggae. Foi um sucesso geral, o plano deu certo pela primeira vez em que pus algum plano para funcionar.
Sexta-feira, dia treze eu chego e tudo parece dar errado, um dos amigos desapareceu, não tínhamos transportes para carregar tudo, estávamos com medo de não vendermos tudo e sairmos em prejuízo entre outras coisas. No entanto me mantinha convicto que faríamos isso de qualquer maneira. Sem ao menos pestanejar compramos as cervejas no super mercado mesmo, o gelo no posto de gasolina e fomos ao chorinho. Chegamos e não havia ninguém, meia dúzia de gatos pingados. Voltamos a ficar com medo. No entanto decidimos não esquentar, afinal, cerveja tem seis meses de validade. Começamos a beber e quando vimos veio um ou outro comprar uma cerveja e começamos a ficar todos contentes, estávamos finalmente vendendo, mais e mais gente foi vindo, a princípio comprando a cerveja mais barata, antártica, que nos deixou com um pouco de medo por não termos muitas latas dela, mas depois parecia que todos queriam as outras cervejas melhores, stella e heineken. Começamos a vender e a continuar a beber, acabou tudo como maconha em show de reggae. Foi um sucesso geral, o plano deu certo pela primeira vez em que pus algum plano para funcionar.
Pode ser que nada tenha a ver com nada, mas pela primeira vez, por mais imoral e banal que possa parecer, um plano meu foi posto em prática e foi um sucesso.
Evoluímos a cada instante, somos sempre diferentes do que éramos um segundo atrás, uma pessoa que vejo hoje será outra pessoa amanhã, ou daqui a pouco, ou mesmo daqui a uma fração de segundo, mesmo que a mudança não seja perceptível pela mente, tudo se transforma!
"Attitude is a little thing that makes a big difference."/ "Atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença"
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