Chega um momento em que parece que estou em suspenso, a pairar, sem eira nem beira. Parece que não tenho lugar para ir ou voltar, que não importa o que fiz, faço ou que venha a fazer. Talvez seja esse o momento em que perco noção de mim. Quero tanto achar esta resposta que jaz aqui dentro, que me perco no frenesi impetuoso de minha massa cefálica. Nessa hora, existe dentro, um dispositivo de proteção que entra em ação para que não venha a sofrer, uma fuga para um local menos doloroso e conturbado.